Candidíase Cutânea – Saiba o que é e como tratar

Espécies do gênero Candida são frequentemente encontradas como sapróbios, colonizando superfícies de certas membranas e mucosas no homem.

Uma variedade de fatores locais e sistêmicos predispõe a infecções fúngicas superficiais.

A candidíase cutânea frequentemente ocorre quando há condições de umidade e temperatura, como as dobras da pele, embaixo das fraldas de recém-nascidos, e em climas tropicais ou durante meses de verão.

Diabetes mellitus e HIV também estão associados a candidíases cutâneas.
A candidíase cutânea aguda pode-se apresentar de diferentes formas:

  • intertrigo (localizado nas dobras da pele como axilas, virilha, sulco interglúteo, prega submamária, e em pessoas obesas na prega suprapúbica) produzindo intenso eritema, edema, exudato purulento e pústulas; erosão interdigital;
  • foliculite (infecção do folículo piloso, principalmente em pacientes com HIV);
  • onicomicose e paroníquia, que descreveremos melhor a seguir. Em alguns casos, infecções superficiais podem-se tornar severas e de difícil tratamento, produzindo raramente uma desordem conhecida como candidíase mucocutânea crônica, condição caracterizada sobretudo pela deficiência de células T helper, situação que consiste em persistentes e recorrentes infecções de membranas mucosas, couro cabeludo, pele e unhas, com uma variedade de manifestações.

Infecções orais e vaginais por Candida são comumente encontradas em pacientes com candidíase mucocutânea crônica.

As lesões típicas na pele são geralmente avermelhadas, sobressaltadas, e com hiperqueratinização, e usualmente não causam dor.

Microabscessos na epiderme são comuns na candidíase cutânea aguda, porém raros na candidíase mucocutânea crônica.

O envolvimento da unha pode ser severo nesta condição, produzindo acentuado engrossamento, distorção e fragmentação da unha, com inchaço crônico da falange distal.