Candidíase Oral

Sofrendo com a candidíase oral? A candidíase na boca possui suas particularidades e saiba com tratá-las.

Desde o nascimento, a cavidade oral é colonizada por leveduras do gênero Cândida, principalmente C. albicans.

Geralmente esses fungos habitam a mucosa bucal como leveduras saprófitas, constituindo parte da microbiota normal.

Porém, sob determinadas condições, podem assumir a forma patogênica invasiva filamentosa, induzindo o aparecimento de lesões que são frequentes em crianças ou pacientes imunodeprimidos.

A Candidíase Oral pode ser dividida em

A Candidíase oral pseudomembranosa

Caracteriza-se pela presença de manchas brancas na boca, que podem ser facilmente removidas, deixando uma base vermelha subjacente e geralmente são indolores, em contra partida a candidíase leucoplasia é mais comum em recém-nascidos e não podem ser facilmente removidas.

Candidíase oral eritematosa aguda

Acompanhada de dor e eritema na língua aparece normalmente depois de tomar antibióticos orais.

Candidíase oral eritematosa crônica

É comum em pessoas que usam dentaduras e aparentando uma vermelhidão da área que apoia os dentes, normalmente indolor.

Candidíase oral hiperplásica crônica

Presença de manchas brancas fortes e persistentes nas bochechas ou na língua, mais comum em fumantes e homens com mais de 30 anos e não são facilmente eliminadas.

SINTOMAS DA CANDIDÍASE ORAL

A candidíase oral não é uma enfermidade mortal, mesmo que, ao provocar moléstias de diferentes níveis, compromete o paladar e a deglutição, levando a uma diminuição do apetite, principalmente nos casos de pacientes HIV-positivo ou pacientes hospitalizados e idosos.

A candidíase oral é a porta de entrada para complicações da candidíase do tipo orofaringeanas, esofágicas, laringeanas e sistêmicas. A candidíase oral foi descrita como doença associada no primeiro caso de aids publicado, e constitui a infecção fúngica mais frequente nos pacientes HIV-positivo.

Candidíase Oral - afta

Considera-se que até 90% dos indivíduos infectados pelo HIV sofrerão pelo menos um episódio de candidíase orofaringeana. A forma de pseudomembrana (conhecida no Brasil com a denominação popular de “sapinho”) é a apresentação mais conhecida, caracterizada por uma pseudomembrana de coloração do branco ao creme que, quando removida, apresenta fundo avermelhado.

No entanto, outras formas clínicas como a eritematosa e a queilite angular, associadas à Cândida, são também frequentes na atualidade.

Espécies de Cândida apresentam características acidogênicas e heterofermentativas, particularmente sob condições ricas em carboidrato.

O desenvolvimento da Cândida na presença da saliva é acompanhado de um rápido declive no pH de 7,5 a 3,2 em 48 horas, e a maioria dos componentes ácidos da saliva como são piruvatos e acetatos, mantém este pH baixo.

A candidíase bucal pode ser causada por diferentes espécies do gênero Cândida, entre elas C. albicans, C. tropicalis, C. pseudotropicalis, C. glabrata, C. krusei, C. parapsilosis, C. inconspicua, C. guilliermondii, dentre outras.

A quantidade de leveduras na lesão é geralmente alta e, frequentemente, mais de uma espécie é isolada; neste caso, o papel de determinada espécie na etiologia da doença é de difícil avaliação.

Extremos de idade (recém-nascidos e idosos); uso de próteses dentárias; tabagismo; alterações de barreira de mucosa; trocas de epitélio; alterações salivares; alterações hormonais, alterações nutricionais e imunológicas, são alguns dos fatores que predispõem a candidíase oral.

TRATAMENTO DA CANDIDÍASE BUCAL

O tratamento da candidíase oral é simples nos pacientes imunocompetentes ou com imunodepressão leve, em que geralmente os antifúngicos tópicos apresentam resultados eficazes.

No entanto, nos casos de imunodepressão o problema maior está na alta taxa de recorrências ou recidivas, requerendo a combinação de uma terapia intensiva tanto sistêmica como local.

Em alguns casos se inclui propor a possibilidade de instaurar um tratamento profilático com derivados azólicos, como nos pacientes com HIV.

Apesar dos excelentes resultados com antifúngicos azólicos orais, encontramos formas clínicas de candidíases orais crônicas rebeldes ao tratamento.

A retirada dos fatores predisponentes, combinada com derivados azólicos ou poliênicos (nistatina), é o principal tratamento.

Alguns cuidados devem ser respeitados como:

  • Evite alimentos gordurosos ou com açúcar, como bolos, doces, bolachas ou balas;
  • Escove os dentes por pelo menos 3 vezes por dia com escova de dentes com cerdas macias;
  • Sempre, lave a boca após comer ou usar remédios por boca, como spray nasal ou xarope.

COMO SE TRANSMITE A CANDIDÍASE NA BOCA

Apesar de já habitar nossa pele e organismo, é possível pegar a candidíase bucal de outra pessoa e ser atacado por crises com o aparecimento de lesões somente quando a imunidade cai. A transmissão da candidíase na boca, pode ser feita através do beijo e do contato íntimo. Esta infecção tem cura e o tratamento da candidíase na boca é feito com enxaguantes bucais, antifúngicos e correta higiene oral, devendo ser orientado por um clínico geral ou dentista.

Pessoas com o sistema imune enfraquecido que utiliza prótese dentária, que faça má higiene oral ou que faça ingestão excessiva de açúcar são normalmente as mais afetadas pela candidíase bucal.